Paraíba

Prefeitura de João Pessoa aciona STF após TJPB derrubar artigo que flexibiliza Lei do Gabarito

Prefeitura de João Pessoa aciona STF após TJPB derrubar artigo que flexibiliza Lei do Gabarito


PARAIBA.COM.BR

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta sexta-feira (6), contra a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que suspendeu os efeitos do artigo 62 da Lei do Uso e Ocupação do Solo da capital paraibana. O recurso será analisado pelo ministro Edson Fachin, presidente da Corte.

A decisão do TJPB atendeu a uma ação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apontou que o dispositivo legal abria brechas para possíveis burlas à chamada Lei do Gabarito, que estabelece limites para a altura das edificações em João Pessoa.

Ao apresentar o recurso, a Procuradoria-Geral do Município argumentou que a manutenção do entendimento do Judiciário paraibano pode gerar consequências negativas para a cidade. Segundo a petição, à qual o Blog Wallison Bezerra teve acesso, a decisão do TJPB determinou efeitos retroativos, derrubando o artigo desde a sua origem, o que, de acordo com a gestão municipal, pode causar insegurança jurídica.

“A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, ao declarar a inconstitucionalidade material do artigo 62 da Lei Complementar n.º 166/2024 com eficácia ex tunc, projeta sobre o Município de João Pessoa um cenário de desordem e instabilidade que transcende a mera esfera jurídica, atingindo o âmago da ordem pública, administrativa e econômica”, argumentou a Prefeitura no recurso.

Ainda conforme a petição, a gestão municipal sustenta que as razões para a suspensão do acórdão são múltiplas e interligadas, o que evidenciaria a gravidade da situação para a administração pública e para o desenvolvimento urbano da capital.

O artigo 62 da Lei Complementar n.º 166/2024 já havia sido considerado inválido pela própria Prefeitura de João Pessoa, por meio de uma Medida Provisória editada pelo prefeito Cícero Lucena (MDB) em dezembro do ano passado.