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João Pessoa iniciou, nesta primeira semana de fevereiro, a imunização de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) nas maternidades públicas da capital. A nova estratégia utiliza o nirsevimabe, anticorpo monoclonal que protege contra formas graves de infecções respiratórias, como bronquiolite e pneumonia, principais complicações provocadas pelo vírus.
A medida contempla bebês prematuros e crianças menores de dois anos com comorbidades, grupos considerados mais vulneráveis a complicações respiratórias.
O novo protocolo substitui o medicamento anteriormente utilizado, o palivizumabe, trazendo como principal vantagem a aplicação em dose única, enquanto o esquema antigo exigia doses mensais durante o período de circulação do vírus.
Quem pode receber a imunização
Podem receber o imunizante:
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Bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, independentemente do peso, desde que tenham menos de seis meses de idade no momento da aplicação;
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Crianças com menos de 24 meses que possuam comorbidades, como:
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cardiopatias congênitas;
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imunodeficiências graves;
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doença pulmonar crônica da prematuridade;
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síndrome de Down;
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fibrose cística;
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doenças neuromusculares;
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anomalias congênitas das vias aéreas.
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Os prematuros podem receber a proteção durante todo o ano, preferencialmente ainda na maternidade, antes da alta hospitalar. Já crianças com comorbidades recebem a dose durante o período de maior circulação do vírus, entre fevereiro e agosto.
Onde a imunização está disponível
A aplicação do nirsevimabe ocorre nas seguintes unidades de saúde da capital:
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Maternidade Cândida Vargas;
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Hospital da Mulher Dona Creuza Pires;
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Hospital Universitário Lauro Wanderley;
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Hospital Edson Ramalho.
Também é possível buscar atendimento no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no bairro da Torre, responsável por atender bebês prematuros que não receberam a dose na maternidade e crianças com comorbidades dentro do público elegível.
Transição entre medicamentos
Crianças que receberam palivizumabe durante a sazonalidade de 2025 devem concluir o esquema com o mesmo medicamento em 2026, conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde.
Já bebês nascidos após o término da última sazonalidade passam a receber o nirsevimabe, caso atendam aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Proteção desde o nascimento
A proteção contra o VSR dura cerca de seis meses, período considerado crítico para os recém-nascidos, especialmente os prematuros. A estratégia se soma à vacinação de gestantes contra o vírus e reforça as ações de prevenção oferecidas pelo Sistema Único de Saúde.
Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar se a criança se enquadra nos critérios e receber orientações sobre a imunização.






