PARAIBA.COM.BR
O Complexo Hospitalar de Mangabeira (CHM), em João Pessoa, registrou mais de 4,8 mil acidentes envolvendo motociclistas somente nos sete primeiros meses de 2025. De acordo com dados da unidade, os números revelam um cenário preocupante em relação aos acidentes de trânsito, com destaque para os que envolvem motocicletas.
De janeiro a julho deste ano, foram registrados 4.805 acidentes com condutores de motos, sendo 3.481 envolvendo homens e 1.324 registros com mulheres. Os números, coletados pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do CHM, mostram que os acidentes com automóveis, embora em menor quantidade, também somaram 54 ocorrências neste mesmo período (26 com homens e 28 com mulheres), evidenciando a enorme demanda gerada nos serviços de saúde.
Os meses de abril e maio de 2025 se destacaram como os de maior volume de registros para motociclistas do sexo masculino, com 584 e 546 casos, respectivamente. Entre as mulheres, abril também foi o mês com o maior número de ocorrências, atingindo 242 acidentadas. A sobrecarga no sistema é palpável, demonstrando o significativo impacto operacional e financeiro que essas ocorrências causam na rede pública de saúde.
De acordo com o diretor-geral do CHM, Felipe Medeiros, políticas públicas auxiliam na diminuição e prevenção de acidentes. “Politicas públicas de prevenção de acidentes de moto envolvem fiscalização rígida dos órgãos, com realização de blitz e retirada de veículos sem segurança das ruas, campanhas sobre condução defensiva, respeito as leis de trânsito, uso de capacete, entre outras ações. Lembrando que, nos acidentes de moto, o maior prejudicado é sempre o motociclista, que em muitos casos ficam com danos físicos permanentes, além dos danos psicológicos e financeiros”, alertou o diretor.
Diante desses números expressivos, a Coordenação de Vigilância em Saúde do CHM reforça a urgência de políticas e ações efetivas de prevenção, especialmente voltadas para motociclistas, que são as principais vítimas. Campanhas educativas, incentivo ao uso de equipamentos de proteção e o rigor na fiscalização do trânsito são apontados como medidas essenciais para reduzir não apenas o sofrimento humano, mas também a pressão sobre os hospitais e profissionais de saúde.
De acordo com a Vigilância em Saúde do CHM, a prevenção salva vidas e é fundamental para garantir que o sistema de saúde possa funcionar com plena capacidade, visando atender a todas as demandas da população.