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O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou nessa segunda-feira (9), em entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, os avanços previstos com a chegada da TV 3.0, nova geração da televisão aberta no Brasil. Assista a entrevista abaixo.
Segundo o ministro, a tecnologia representa a evolução da TV digital, mantendo o sinal aberto e gratuito, mas incorporando recursos interativos e novas formas de consumo de conteúdo.
“O presidente Lula assinou o decreto da nova TV, que é a TV 3.0, que é a evolução da TV digital no Brasil e, com certeza, a população em algumas capitais no Brasil já serão impactadas por essa tecnologia ainda esse ano”, afirmou.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é considerada a próxima fase da televisão aberta no país com grandes avanços da tecnologia. O sistema combina transmissão tradicional com internet e interatividade, aproximando a experiência da TV ao modelo das plataformas digitais e de streaming.
Mesmo com as mudanças, o ministro reforçou que o serviço continuará gratuito.
“Continua sendo TV aberta, continua sendo gratuita, mas será uma TV interativa”, explicou.
Principais mudanças para o telespectador
Entre as novidades previstas estão:
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Interação em tempo real com programas;
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Votação instantânea em programas de auditório;
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Compra de produtos exibidos na programação;
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Integração com aplicativos dos canais;
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Melhor acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva;
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Conteúdos personalizados.
Segundo o ministro, o telespectador ficará mais próximo dos programas e dos anunciantes.
“O telespectador estará mais próximo dos próprios programas de TV, dos anunciantes, dos atores, dos artistas, onde compra online poderá ser feita de forma imediata”, destacou.
Nova forma de acessar canais
Outra mudança importante será na forma de navegação. Em vez de trocar canais sequencialmente, os conteúdos poderão aparecer como aplicativos.
“Hoje em dia, na TV, você passa canal por canal. Nessa nova tecnologia, a TV vai estar exposta a aplicativos dos canais”, explicou o ministro.
A proposta, segundo ele, é facilitar o acesso e reduzir dificuldades comuns na sintonia da TV aberta em aparelhos novos.
Impacto para anunciantes e mercado
A TV 3.0 também promete transformar o mercado publicitário, permitindo publicidade segmentada conforme perfil e região do público.
De acordo com o ministro, será possível medir melhor o alcance e direcionar campanhas.
“Você vai conseguir medir o nível de audiência e fazer publicidade de forma segmentada por idade e por região”, afirmou.
Como será a transição
A implantação ocorrerá em duas etapas. Primeiro, as emissoras fazem investimentos em transmissores e infraestrutura para disponibilizar o sinal.
Depois, o acesso chegará ao público por meio de conversores compatíveis, semelhantes ao processo da TV digital.
“Assim como houve lá atrás na TV digital, nesse primeiro momento estarão disponíveis conversores para adaptar os equipamentos atuais”, explicou.
Além disso, novas televisões já deverão sair de fábrica com a tecnologia integrada.
O ministro acredita que a adaptação será mais rápida que a mudança da TV analógica para digital.
“A gente entende que esse prazo de transição vai ser menor do que a transição da TV analógica para digital”, concluiu.
Expectativa do governo
Segundo o Ministério das Comunicações, a expectativa é que a TV 3.0 recupere audiência da TV aberta, oferecendo experiência mais moderna e integrada ao ambiente digital, sem custos adicionais ao telespectador.
A implementação deve começar gradualmente em capitais brasileiras ainda em 2026, avançando conforme investimentos e adaptação do mercado.






